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Vejamos como ao longo da história os nossos antepassados lhe deram nobreza, ainda que com a utilização de diferentes ranhuras. Era habitual, os carneiros, após a cobrição dos rebanhos, ostentarem um avental preso por um fio-dental, para conterem os impulsos.

Em outros casos, nos arreios de um belo macho ou cavalo, um certo fio-dental pode ajudar a compor a anca com ornamentos e adereços, sobretudo nos dias de festa na aldeia.

Outro tipo de fio dental, é o que compõe os atafais de uma bela albarda, que pode constituir o orgulho de qualquer burro, que pode tocar em partes sensíveis, no que depende da rabadilha. Mais violento é o uso do fio, na mesma área anatómica, quando se capa um belo bácoro para a extracção dos ditos.

Falando das utilizações mais difíceis, recorda-se o fio-dental nos aziais de um jumento atrevido quando inteiro, para lhe quebrar a tensão, se por perto estiver burra nova.

De fio dental, falamos também, quando para ferrar nas mãos da frente uma mula ciumenta é preciso pôr-lhe a arriata curta e com o fio do serrilhão do queixo apertado. E os exemplos podiam continuar. Como se vê, tudo isto se poderia passar na quinta. Ou seja, o fio-dental que nesta quinta dá prazer nas íntimas entranhas do ‘jet set’, tem tido no passado diversas outras utilizações. Na verdade, para a elevação do debate intelectual na quinta, não lhe faltam temas e com raízes profundas na sabedoria rural.

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