Na prática, estes encontros tiveram vários méritos: um deles foi o de identificar estatísticas confiáveis que revelam que, ao contrário do que por vezes se julga, a propagação da infecção ainda não atingiu uma dimensão catastrófica e que ela tende antes a estabilizar. Outro mérito foi o de confirmar que a situação na América Latina é relativamente menos grave quando comparada com a de outros continentes. Mas tais factos não desviaram os participantes daquelas reuniões internacionais de uma atenta análise do problema: embora conscientes de que a Ciência ainda não pode fornecer uma solução definitiva, todos assumiram o claro compromisso de não poupar esforços na busca e na aplicação de medidas que evitem o contágio e facilitem o tratamento da infecção.
Tão-pouco foi descurada a vertente social do tema. Procedeu-se a uma abordagem corajosa de questões como a informação sexual, os chamados grupos e comportamentos de risco ou a fronteira por vezes sinuosa entre medidas preventivas e atitudes discriminatórias. Pesem embora as reticências de alguns sectores religiosos, os participantes reconheceram que as medidas preventivas continuam a ser a forma mais eficaz de combater a temível ameaça.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
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