Podemos fazer longos discursos, mas coesão é isto. Pluralismo é isto. E serviço público de televisão também é isto. Assegurar que o país fala a várias vozes e com vários sotaques, mostrando outras realidades que geralmente andam arredadas dos prime-times. Fazendo da espantosa diversidade do nosso pequeno país uma das nossas grandes forças. Conhecendo como conheço a gente do Norte, não me surpreendeu a forma voluntariosa, genuína e unida como se atirou ao ar ao saber que o Centro de Produção do Porto da RTP corria o risco de praticamente desaparecer. Seria uma perda irreparável não apenas para a região mas para todo o país real que se reconhece e identifica com os programas ali produzidos com profissionalismo, rigor e dedicação. Tenho esperança que tal não vai acontecer. Pelo contrário, em nome da boa gestão de recursos da televisão pública, o Centro de Produção do Norte pode e deve ser chamado a novos voos. Pode ser que o bom senso siga dentro de momentos…
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.