O Euro’2012 marca televisivamente a consagração dessa espécie de futebolês 2.0 (talvez mesmo 3 ou 4.0) que poderíamos designar como "tatiquês". O tatiquês consiste em encher-nos, a nós telespectadores, daqueles conceitos de "4x4x2", "4x3x3", "4x1x4x1", ou até "4x2x3x1", fazendo de nós um pequeno Jesus, quiçá um grande Mourinho, de trazer por casa. Para a coisa resultar, tem de ser dita com total convicção e com um ar de profundo conhecimento. Felizmente, no fundo, no fundo, o maravilhoso futebol continua a ser um jogo. O mais fantástico dos jogos, com acertos e falhanços, bolas no poste, e onde só contam as que entram. E nós gostamos assim. Da simplicidade das coisas belas.
(Coluna segundo as regrasdo Acordo Ortográfico)
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.