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Esta semana, foram vários os ilustres ex-guardiões leoninos que se juntaram aos treinadores de bancada e aconselharam a troca de Ricardo por Nelson.

A substituição, a acontecer, está mais do que justificada: o habitual titular dos ‘leões’ não tem estado à altura das exigências do clube que representa. Aliás, como quase toda a equipa, Peseiro incluído. Mas é essencial perceber que, pelo menos a curto/médio prazo, por mais jogos que passe no banco, Ricardo continuará a ser o melhor guarda-redes do Sporting. E nem é só por ter carregado nas luvas o Boavista campeão ou por ter levado a Selecção Nacional à final do Euro’2004 de mãos despidas. É, sobretudo, pelo que Nelson (Tiago está ainda uns furos mais abaixo) mostrou sempre que foi chamado à titularidade. Como recentemente se viu no Atlético de Madrid-Sporting desta pré-época, onde Nelson mais parecia um controlador aéreo do que um guarda-redes.

José Mourinho, exímio gestor de futebolistas, escreve hoje na ‘Record Dez’ que o “estado de alma atrai o erro”. Uma frase sobre a qual quem tem responsabilidade de gerir a confiança de Ricardo deve reflectir, porque essa é a única reflexão que serve os interesses do Sporting. Porque vá, ou não, Ricardo para o banco, o importante é recuperá-lo para o seu nível, de forma a que volte a ser uma mais-valia, no campo ou no cofre.

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