O Estado vai meter ou garantir milhares de milhões no BES. A fatura que Ricardo Salgado e a sua trupe deixam é incalculável. Pode começar em 3 ou 4 mil milhões, mas pode acabar nuns 15 mil milhões. Seja o que for, será sempre à custa dos contribuintes. Tudo, aliás, será à nossa custa. A queda de Salgado é um golpe no regime moldado pela sua influência e pelos seus amigos nos partidos que nos governam, que tornaram a democracia numa mercadoria transacionável. É uma espécie de PREC do capitalismo à portuguesa. E é um crime sem castigo à altura. As penas estão na fatura que vamos pagar e não numa justiça sem vocação para punir poderosos.
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Por Carlos Rodrigues
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Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
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