Seja o choque com a realidade governativa que obriga os governantes a ficarem aquém das suas promessas, seja a realidade eleitoral que os leva a prometerem o que sabem não poder cumprir, a galeria de ex-governantes do passado recente está cheia de retratos de políticos que, uma vez chegados ao poder, pouco mais fizeram do que seguir as grandes linhas de políticas herdadas, polvilhando-as aqui e ali com uma graça ou arremedo de mudança, sempre úteis para mascarar a ausência de ideias ou capacidade para as implementar.
Há mais de duas décadas que a política educativa e as escolas vivem assim, amarradas em burocracia, capturadas por interesses corporativos, reféns de modas educativas, palco de clivagens ideológicas estéreis, incapazes ou impedidas de se repensarem e inovarem. Espero bem estar errado, mas parece faltar ao status quo da educação rasgo e coragem para cortar com o passado, mudar e fazer melhor.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.