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Seja o choque com a realidade governativa que obriga os governantes a ficarem aquém das suas promessas, seja a realidade eleitoral que os leva a prometerem o que sabem não poder cumprir, a galeria de ex-governantes do passado recente está cheia de retratos de políticos que, uma vez chegados ao poder, pouco mais fizeram do que seguir as grandes linhas de políticas herdadas, polvilhando-as aqui e ali com uma graça ou arremedo de mudança, sempre úteis para mascarar a ausência de ideias ou capacidade para as implementar.

Há mais de duas décadas que a política educativa e as escolas vivem assim, amarradas em burocracia, capturadas por interesses corporativos, reféns de modas educativas, palco de clivagens ideológicas estéreis, incapazes ou impedidas de se repensarem e inovarem. Espero bem estar errado, mas parece faltar ao status quo da educação rasgo e coragem para cortar com o passado, mudar e fazer melhor.

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