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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Oi, você aí

29 de julho de 2010 às 00:30

A aventura da Vivo acabou porque o parceiro espanhol quis controlar tudo para consolidar a jóia brasileira dos celulares com a rede fixa. A PT resistiu, o Estado vetou. Agora, encontrou-se uma solução. Os espanhóis pagam 7,5 mil milhões, mais 2,5 mil milhões do que na primeira abordagem, em Maio. O veto de Sócrates rendeu mais 350 milhões e os accionistas que o criticaram devem agora agradecer o bónus. E com a ajuda de Lula encontrou-se uma solução. A Oi não é tão sexy como a Vivo. É uma espécie de consórcio entre grandes fortunas brasileiras com o Estado. Mas pode ser um parceiro interessante. O saber da PT pode tornar a Oi numa empresa atractiva. Os brasileiros recebem um prémio, mas a fabulosa venda de 7,5 mil milhões permite um dividendo extraordinário aos accionistas da PT. É uma verdadeira novela luso-brasileira, que acaba com festas, milhões e casamentos de conveniência. Podia chamar-se ‘Oi, você aí’.

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