O País das Maravilhas do discurso dos políticos, sobretudo na oposição ou em campanha eleitoral, não faz hoje qualquer sentido: 23 de Maio, se bem se lembram, foi o dia em que o então primeiro-ministro, José Sócrates, assinou o memorando com a troika. Isto depois de quatro PEC que não chegaram para enganar os mercados, atentos aos outros pecados público-privados – vulgo PPP – de uma governação irresponsável.
Olhar para 2012 sem recordar os seis anos anteriores é enterrar a cabeça no buraco do défice.
O que mais angustia é a falta de alternativa. Apesar das diversas trapalhadas e das previsões erradas do actual Governo, com os portugueses chupados até ao tutano, vampirizados pelo monstro fiscal, o PS só tem 6% de vantagem sobre o PSD na última sondagem do CM.
Não deixa de ser irónico que 2013 ainda possa tornar-se no número do azar de António José Seguro.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.