Isto muda tudo na relação de forças entre Portugal e Espanha. Além disso, os espanhóis têm uma ideia de jogo, muitas vezes repetida e testada, na selecção e nas grandes equipas, em particular no Barcelona. O tiquetaque do Barça marca o compasso na selecção de Espanha, como o FC Porto de Mourinho marcava na selecção portuguesa, no Euro 2004. Nenhuma selecção do Mundo criou uma identificação de jogo tão próxima da de um clube como a da Espanha. Por isso é que ganha e encanta, porque treina e joga como um clube e não como uma selecção.
A nossa equipa tem mais qualidade individual do que colectiva e isso estabelece uma diferença entre as duas equipas. Assim que comece o jogo, a Espanha vai querer a bola e Portugal deve aceitar esse desejo dos espanhóis. E tendo menos posse, Portugal terá de ser melhor e decidir quase sempre bem. Mesmo que a principal decisão de jogo de Portugal seja defender bem e só depois olhar para a baliza onde estiver Casillas. Tem sido a nossa força.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.