page view
Alexandre Pais

Alexandre Pais

Palavras velhas

18 de junho de 2011 às 00:30

Acompanhei depois, com satisfação, a rápida aprendizagem de autores, realizadores e actores portugueses, e a época de ouro da TVI, quando as tramas e a escolha dos protagonistas não só se focavam nas audiências como as conquistavam.

Assiste-se hoje à retoma das histórias "made in Brasil", mesmo que se mantenha a preferência do público pelas novelas em que surjam pessoas mais parecidas connosco, que vivam na nossa terra e tenham os nossos costumes.

O que me parece é que os tradicionais guionistas do lado de cá ou se desactualizaram ou a função é agora desempenhada por gente menos competente, que não "apanha" o estreito fio de ligação ao espectador.

Há dias, em três minutos de ‘Remédio Santo’, na TVI, ouvi as seguintes expressões: "arrastar a asa", "deste-lhe cabo do canastro", "chama um agente da autoridade", "ela não é para o teu bico", "és um rapazola", e "dar corda aos sapatos".

Não é uma opinião, é um facto: só nas gerações mais velhas se encontra ainda quem fale assim. Ou seja, alguém está a perder o comboio.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Adeus, Jogos ‘Wokelímpicos’

Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.

Constituição

Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.

Blog

Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8