Acompanhei depois, com satisfação, a rápida aprendizagem de autores, realizadores e actores portugueses, e a época de ouro da TVI, quando as tramas e a escolha dos protagonistas não só se focavam nas audiências como as conquistavam.
Assiste-se hoje à retoma das histórias "made in Brasil", mesmo que se mantenha a preferência do público pelas novelas em que surjam pessoas mais parecidas connosco, que vivam na nossa terra e tenham os nossos costumes.
O que me parece é que os tradicionais guionistas do lado de cá ou se desactualizaram ou a função é agora desempenhada por gente menos competente, que não "apanha" o estreito fio de ligação ao espectador.
Há dias, em três minutos de ‘Remédio Santo’, na TVI, ouvi as seguintes expressões: "arrastar a asa", "deste-lhe cabo do canastro", "chama um agente da autoridade", "ela não é para o teu bico", "és um rapazola", e "dar corda aos sapatos".
Não é uma opinião, é um facto: só nas gerações mais velhas se encontra ainda quem fale assim. Ou seja, alguém está a perder o comboio.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.