Nas sempre bravas reações lusas nas redes sociais aos recados diplomáticos do presidente angolano, leu-se de tudo um pouco, do mais rasteiro racismo a acusações de corrupção, passando por mensagens dominadas pelo velho complexo colonial, o fardo do homem branco de Kipling em versão portuguesa.
O mais grave é que muito do que se escreveu no ‘Jornal de Angola’ sobre Portugal corresponde à verdade dos factos. Por exemplo, quando se fala de "elites portuguesas ignorantes e corruptas" ou quando se afirma que o nosso país "não tem moral para dar lições"
às suas ex-colónias.
Não tem, de facto. O País do BPN e das negociatas público-privadas não tem autoridade para julgar seja quem for.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.