No filme de 2006, milhões foram apresentados à ex-república soviética como um antro de miséria, anti-semitismo e incesto, ao ponto de Borat apresentar a irmã, beijando-a nos lábios, como a "prostituta nº 4 de todo o Cazaquistão".
Portugal ainda não convenceu Sacha Baron Cohen a dar-lhe igual tratamento, mas as últimas ocorrências permitiriam que o guião se escrevesse sozinho.
A cena inicial teria lugar no domingo, na Marinha Grande, onde a União de Leiria iniciou um jogo de uma das melhores ligas da Europa com oito jogadores. Os outros haviam rescindido devido a salários em atraso.
Já o feriado do 1º de Maio ficou marcado por filas à porta dos supermercados Pingo Doce, onde milhares tentaram desapertar o nó à volta do pescoço, aproveitando o desconto de 50 por cento para reabastecer as despensas.
Como nem faltou uma capa da ‘Playboy’ na qual Rita Pereira se tornou a ‘coelhinha’ mais vestida de todos os tempos, Portugal bem pode esquecer el-rei D. Sebastião. Deve ser Borat a chegar em manhã de nevoeiro.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.