Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesNa imprensa espanhola, para além das entrevistas diárias de Mourinho, eis os assuntos dominantes: a vaga de calor que assola o país e com ela os muitos incêndios um pouco por todo o país; os acidentes de trânsito, os feridos e mortos que provocam, e a violência doméstica; o aumento da criminalidade, quer da pequena quer da mais complexa.
Os espanhóis sentem-se cada vez mais inseguros e acusam os imigrantes que ali procuram uma vida melhor. Na política, a oposição acusa o governo de não governar e com isso não efectuar as reformas necessárias. O desemprego atinge o valor mais elevado de sempre, e o país encontra-se numa crise nunca vista. Por sua vez, o governo diz que se não concordam então apresentem uma moção de censura e provoquem eleições antecipadas. Entretanto retiram apoios aos desempregados. E em uníssono criticam os Juízes a quem acusam de justiceiros e de perseguirem os políticos (cá acusa-se os juízes porque são estes que dirigem a investigação). Pensei de imediato que ainda estava em Portugal a ler um qualquer jornal. A diferença é que eles têm um caso verdadeiramente nacional: as zangas da princesa com as cunhadas. Fiquei descansado. Dessa estamos nós safos.
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Ventura é um perigo para a democracia que o PSD agora abraça.
Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.