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A questão, agora, é saber se o homem vai saborear a roda livre que lhe deram e mostrou não merecer. Temo que ele vá por aí, cada vez mais por aí. A coisa vai comprovar-se quando – com a sua fidelidade doentia (a N.ª Sr.ª de Caravaggio não lhe explicou que matrimónio indissociável é com mulher legítima, não é com a equipa a que se acostumou) – Scolari apostar em Costinha e Maniche porque, com ele, tem sido assim (“ter sido assim”, para os casmurros, é o argumento maior). E, por causa disso, Petit e Tiago fiquem no banco...

Há dois anos, ao casmurro, foi preciso um levantamento de vozes normais para lhe impor as opções evidentes, Ricardo Carvalho em vez de Fernando Couto, e Deco (o Deco!!!) em vez de Rui Costa (o Rui Costa, lembro, que já não era o Rui Costa). Mas, há dois anos, tínhamo-lo à mão, tínhamos vozes ensurdecedoras até para um casmurro. Ora, na Alemanha, um casmurro é para nós inimputável.

Há dois anos, jogávamos em casa, pudemos convencer Scolari quando havia razões para isso: “Chama o Maniche!” Amanhã, longe, sem vozes da razão, Luiz Felipe Escolástico seguirá o que lhe ditar a fé. A fé que ele tem que em equipa que ganha, empata ou perde não se mexe.

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