Devo essa recuperação da memória ao PS nas suas versões partido de governo e partido da oposição. É assustador verificar como é possível conviver num só partido uma tal dualidade de interesses, de critérios, de valores, de prioridades, todos tão opostos entre si, conforme esteja no governo ou na oposição. O PS que agora contesta e protesta contra o memorando de entendimento esforça-se por não ter a mais leve conotação com o PS que concordou com as medidas que lá estão e que o assinou de cruz.
Uma encarnação perfeita do Dr. Jekyll e do Mr. Hyde da política portuguesa. Veja-se a posição socialista sobre as privatizações. Ou sobre a reorganização administrativa das freguesias. Ou a reforma da justiça. Ou a reforma laboral. Está tudo no memorando assinado pelo PS. E no entanto, o PS opõe-se a tudo. Os bonecos da saudosa Ivone Silva tinham graça. O PS é mais desgraça.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.