Com a crise, os call centers tornaram-se jaulas de jovens sem perspetivas de um primeiro emprego melhor e de desempregados que foram cuspidos pelo mercado de trabalho, primeiro, e pelos centros de emprego, a seguir. Só uma minoria tem, o que se pode chamar, carreira no setor. Salários feitos hora a hora, em que uma não dá para pagar o café a cinco amigos; exigência máxima e reconhecimento mínimo – valorização profissional nula.
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Por Carlos Rodrigues
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