Carlos Garcia
Presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação CriminalEm sequência assistimos a um propagandear de reforços de meios, quer para a prevenção/repressão, quer para o combate. Se no último caso esse reforço pode ser visível no terreno, no primeiro ficam apenas as palavras. Cabe à PJ a investigação do crime de incêndio. A ASFIC tem alertado incansavelmente para a falta de meios na PJ, nomeadamente humanos, sem que se vislumbrem sinais da solução deste problema, que se arrasta há mais de uma década.
Assiste-se, isso sim, a uma despudorada e cíclica propaganda pública de reforço de recursos em várias áreas de investigação da PJ, em simultâneo com o aproveitamento publicitário dos eventos criminais e do sucesso dos investigadores. Na PJ, o reforço de uma área significa forçosamente o desguarnecimento de outra. Outra verdade nua e crua: joga-se com a estatística muitas vezes de modo a criar uma cortina de ilusão sobre a realidade. Os responsáveis políticos/administrativos parecem viver, exclusivamente, para alimentar o seu ego/poder pessoal, pelo que apenas ficam palavras... enquanto a instituição definha.
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