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À falta de um ‘Rex’, agora vamos ter três! Três séries – três, pasme-se! – em que o protagonista… é um cão. O primeiro já cá mora há uns anos, em Carnaxide, e só por isso (por resistir tantos anos…) ninguém pode ter dúvidas que se trata de um tremendo sucesso de audiências. Dos 8 aos 80, o pastor-alemão (que a SIC importa da Áustria) agrada a todos, mas especialmente aos mais novos. A série é praticamente imbatível nas tardes de fim-de-semana, mas o êxito ganha outra dimensão quando, volta e meia, Manuel S.Fonseca a desloca para… o "prime time". Enfim, o "canito" é pau para toda a obra. Pode ainda dizer-se que, quem não tem futebol, caça… com cão.

Incomodada com o rival de quatro patas, a estação de Queluz parte para a luta de cães e decide criar, em versão portuguesa, "O Inspector Max" – cuja estreia "para breve" vem sendo anunciada de há uma semana para cá. Ou seja, depois do jornal contra jornal, da novela contra novela, agora chega a moda do cão contra cão. A contra-programação continua a ser a ração nossa de cada dia e, por mais que se apregoem bons hábitos e costumes, a prática mostra que não há muita coisa a fazer. E o problema é que, parece-me, o pior ainda está para vir. Explique-se: a SIC, que já tinha o ‘Rex’, não gostou de saber que a concorrência andava a ‘treinar’ o… ‘Max’. Por isso, de surpresa, estreou ontem, sábado, a série "Snobs", que – imaginem – tem como estrela… um cão rafeiro!

Ora bem, a chegada desta "matilha" à nossa televisão não faz augurar nada de bom. A reacção não deve tardar e, por entre "Beethovens" e "Lassies", virá por aí muito filme do género só para chatear o "parceiro" que teve o atrevimento de querer roubar a ideia do cãozinho. Claro que, no fim, e como sempre, quem paga é o telespectador.

A este tipo de relação institucional – género cão e gato – não estarão, naturalmente, alheios os primeiros resultados de "share" de 2004. O mês de Fevereiro que hoje chega ao fim irá devolver a liderança à TVI, depois de dez meses a fio a perder para a SIC. De facto, desde Abril de 2003 que Moniz não vencia Manuel S. Fonseca no final de um mês. Chegou a hora. A não ser que hoje, domingo, aconteça uma catástrofe, a TVI posiciona-se, de novo, em primeiro lugar – devendo realçar-se que já em Janeiro havia ficado a apenas cinco décimas do "osso". Há, portanto, bons motivos para acreditar que esta jogada da SIC – de atirar o cão às feras – tem qualquer coisa de desespero. O bom senso aconselha, porém, a que esperemos mais uns dias. Para saber os resultados, naturalmente, mas também para ver se, de facto, o cão é mesmo o melhor amigo do homem…

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