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Na resolução da crise interna, o secretário-geral do PS provou não ser pera doce. Da vitimização inicial perante os ataques de que foi alvo, à relegitimação final, Seguro reduziu as viúvas e os órfãos socráticos à sua insignificância política.

Sem grandes concessões ao passado, o documento que saiu do acordo com António Costa é um miniprograma do candidato do PS a primeiro--ministro nas próximas eleições – que não é nem será o atual presidente da Câmara de Lisboa.

Irónica a coincidência de títulos – ‘Portugal Primeiro’ – com a moção de Passos Coelho em 2010. O ‘Portugal Primeiro’ do líder do maior partido da oposição convém ao Governo. Pelo menos até às legislativas.

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