Na resolução da crise interna, o secretário-geral do PS provou não ser pera doce. Da vitimização inicial perante os ataques de que foi alvo, à relegitimação final, Seguro reduziu as viúvas e os órfãos socráticos à sua insignificância política.
Sem grandes concessões ao passado, o documento que saiu do acordo com António Costa é um miniprograma do candidato do PS a primeiro--ministro nas próximas eleições – que não é nem será o atual presidente da Câmara de Lisboa.
Irónica a coincidência de títulos – ‘Portugal Primeiro’ – com a moção de Passos Coelho em 2010. O ‘Portugal Primeiro’ do líder do maior partido da oposição convém ao Governo. Pelo menos até às legislativas.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.