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A campanha morna de John Edwards no apoio a Kerry (ele perdeu o debate com Cheney, o n.º 2 da lista de Bush), leva os olhares a não pousar muito tempo no actual candidato a vice-presidente. O desejo de ruptura, caso a derrota democrata suceda, pode levar a uma solução mesmo inovadora. É nesse contexto, até agora completamente hipotético, que os jornais americanos t|em seguido com atenção o jovem Barack Obama. Mestiço (na América é negro), filho de um imigrante africano, Obama também concorre na próxima terça-feira a um cargo em Washington: para senador pelo Ilinóis.

O seu adversário republicano é outro negro, mas esse não pode ter ilusões de Casa Branca. Porque, para já, vai perder (o democrata leva avanço confortável), depois, no partido de Bush a minoria negra não tem assim tanta audiência e, finalmente, ninguém na política actual americana tem o charme de Barack Obama. Este, na convenção democrata, em Julho, que escolheu a candidatura de Kerry fez o discurso mais escutado.

Nas últimas semanas de campanha, Obama tem sido chamado a apoiar Kerry. E, como prova de que já é uma figura nacional e não só influente na minoria negra, o futuro senador é chamado a falar em estados brancos,como o Nevada e o Colorado. A ver vamos.

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