Era previsível, e até compreensível, algum ‘fogo de artifício’, pois foi a primeira subida assinalada em mais de dois anos. Já previsível, mas não compreensível, foi o aviso que Passos Coelho dirigiu ao Tribunal Constitucional (TC) sobre o risco de o País ‘andar para trás’ em caso de novo ‘chumbo’, isto na mesma semana em que o Presidente da República enviou o diploma da requalificação dos funcionários públicos para fiscalização preventiva.
Visivelmente encadeado com a fraca e trémula luz que vislumbra no caminho traçado para o País, o primeiro-ministro comporta-se, mais uma vez, como ‘pirómano’ das relações entre órgãos de soberania com a sua inaceitável pressão sobre os juízes do TC, que, convém lembrar, são chamados a decidir sobre direitos fundamentais dos cidadãos e não a ‘ajudar’ a fazer orçamentos de Estado.
Passos Coelho argumentou que o que as empresas fazem quando não há dinheiro é reduzir pessoas e baixar salários, mas o Estado não o pode fazer por razões constitucionais. Pois não. É que o País não é nenhuma empresa…
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.