Sublinho, assim, o enorme significado que tem para a indústria, para a TVI e para todos os que contribuíram para o seu sucesso o facto de ‘Meu Amor’ ter conquistado o Emmy na categoria de Melhor Novela Internacional. O que justificou a alegria desenfreada dos portugueses em Nova Iorque e até o exagero do decote de Rita Pereira – e a sua dificuldade em o controlar ao milímetro.
Só faltou uma palavra para o visionário que há muitos anos apostou na produção de telenovelas, escolhendo autores e protagonistas e não fugindo mesmo a impor aos textos uma lógica popular e comercial sem a qual tudo se teria perdido.
Em Portugal, gostamos de erguer troféus e de ignorar que o êxito que nos caiu nas mãos só se tornou possível porque alguém ousou sonhar. Foi o que fez, na altura certa, José Eduardo Moniz, que por isso ganhou também um Emmy – o que derrota a ingratidão e o esquecimento.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.