O primeiro-ministro britânico, David Cameron, fez o diagnóstico quando disse: "Há partes da sociedade britânica que estão doentes."
Ao dizê-lo, esqueceu que entre os saqueadores e vândalos havia mulheres e crianças; havia professores, assistentes sociais, decoradores de interiores, cabeleireiras... Tal diversidade de gente constitui ‘partes’ muito latas, não é?
Não ocorreu igualmente a Cameron que em 2009 membros do governo e deputados, muitos deles do seu partido, saquearam os cofres do Estado obtendo milhares de euros em ajudas de custo e despesas indevidas.
Talvez por isso, não foram condenados a penas de prisão, como alguns dos amotinados que roubaram televisores e garrafas de água. O seu duro castigo foi devolver o saque e voltar para casa com um puxão de orelhas. Cameron tem razão: há sectores da sociedade mesmo muito doentes. Será só por lá?
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
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Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
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Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.