Todos os anos, ciclicamente no verão, esquecemos que vivemos num clima mediterrânico e que uma das suas características é o fogo. É assim desde os primórdios e as alterações ao clima e outras atrocidades com mão do Homem só agravarão o problema. O que não precisamos é de atirar gasolina para a inevitabilidade dos incêndios.
Enquanto continuarmos a negligenciar o ordenamento da floresta, o controlo das espécies arbóreas de forma a reduzir a vulnerabilidade da nossa mancha verde ou a adiar outras medidas preventivas, não haverá meios de combate que cheguem para travar este flagelo. Como também não adianta continuar a atribuir a uma horda imaginária de pirómanos as culpas por este inferno. A responsabilidade da situação extrema que vivemos é de todos nós e, em primeiro lugar, do Estado.
Sem uma revolução na floresta, acompanhada de uma alteração demográfica do País, continuaremos a ver imagens como as dos últimos dias. Ou piores. Com feridos, casas destruídas e idosos indefesos a fugir com parcos haveres, como se estivéssemos perante a fatalidade de uma guerra muito nossa. E não estamos.
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