O processo conhecido por ‘Tutti Frutti’ tem os mais perigosos ingredientes para a saúde do regime democrático. Políticos do PS e do PSD são escutados a combinar troca de favores implicando o gasto de dinheiro público. A acertar um habilidoso esquema de repartição de avenças.
A prometer contratos a empresas e a fabricar financiamentos partidários. Mostra também conexões maçónicas e abre a porta para os mecanismos de falsificação da inscrição de militantes em concelhias, federações e distritais, com o objetivo de constituir sindicatos de voto.
Este processo mostra o albergue espanhol em que PS e PSD transformaram a Câmara de Lisboa, autarquias de toda a zona metropolitana da capital e um pouco por todo o País. Há uns meses, tendo em conta o facto de alguns suspeitos se repetirem em vários processos, o Ministério Público juntou tudo, incluindo o ‘Tutti Frutti’. Nada melhor do que uma engenharia processual burocrática para paralisar as investigações. Por este caminho, daqui por uns anos teremos arquivamentos estrondosos ou acusações manhosas. Seja qual for a opção, será sempre uma tragédia para a democracia.
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