Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoNeste país os políticos gostam de anunciar investimentos de milhões. Há muitos foguetes sobre os anúncios, mas depois há um desinteresse ao longo da obra e pouca análise sobre o custo-benefício. Basta lembrar que o atual primeiro-ministro fez a campanha eleitoral que o levou à maioria absoluta com base na alegada ‘bazuca’ de Bruxelas, que afinal de contas nem é assim tanto dinheiro e já teve de ser reforçada por causa da inflação.
Mas de buracos em obras públicas já estão os portugueses fartos. O novo escândalo prende-se com as derrapagens das linhas de metro em Lisboa e Porto. Há poucas semanas, o secretário de Estado da Mobilidade Urbana, Jorge Delgado, admitiu, numa entrevista à Antena 1 e ao ‘Jornal de Negócios’, que as obras de expansão do metro de Lisboa e Porto poderão ter uma derrapagem superior a 500 milhões de euros.
“Neste conjunto de mil e 700 milhões de euros, nós estamos a falar de um número final que se aproximará dos 500, 600 milhões de euros de custos adicionais”, disse. É um enorme desvio que convém acompanhar. E é preciso saber se a inflação tem costas largas, ou se há também aproveitamento do dinheiro dos contribuintes e eventual gestão ruinosa.
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