Quando no início de junho do ano passado António Costa anunciou um pacote de 400 milhões de euros para o programa Escola Digital houve reações céticas. Um responsável de uma associação de diretores escolares disse que "pagava para ver" a intenção do Governo, exigindo ações em vez de palavras, até porque a promessa de Costa não era nova. Ela limitava-se a ir mais longe (e monetariamente mais generosa) que uma outra anunciada dois meses antes e com a qual o Executivo socialista pretendia garantir a universalização do Escola Digital aos alunos do básico e secundário.
Em janeiro de 2021 não precisamos pagar para ver o falhanço do primeiro-ministro e do titular da pasta da Educação na concretização deste importante passo, ainda que complexo, para a materialização da escola do futuro.
O encerramento das escolas sem uma alternativa de ensino à distância prova que, também em matéria de educação, o Executivo não antecipou os problemas decorrentes de uma nova vaga pandémica.
É esta inércia governativa – e não o fecho das escolas por si só – que potencia as desigualdades entre alunos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Face ao seu antecessor marcou uma grande diferença: o fim do frenesim.
Trump é uma grotesca representação da mentira e do fanatismo.
Montenegro não preza a transparência e o escrutínio dos atos políticos.
Passos Coelho tem dito quase nada sobre as reformas que defende.
O Irão está a conseguir maximizar os custos económicos da guerra.
A ‘doutrina Trump’ não é mais do que uma forte patologia narcisista.