Ao arrepio do Supremo Tribunal brasileiro, que proibiu operações em favelas durante a pandemia, a Polícia do Rio de Janeiro entrou no ‘Jacarezinho’ com artilharia pesada e 25 pessoas morreram, incluindo um militar.
A ação visaria o chamado Comando Vermelho, o mais sanguinário gangue de narcotraficantes da cidade, que estará a recrutar jovens para as fileiras. Infelizmente, nada que seja novo na cidade abandonada por Deus e pelos menos divinos governantes.
A operação transformou-se rapidamente numa das mais sangrentas incursões policiais nas favelas do Rio e quando forem enterrados os mortos acontecerá o mesmo que após a matança no ‘Alemão’, em 2007, e de ‘Vigário Geral’, no ano de 1993.
O tráfico acabou? Apenas piorou e intensificou-se uma guerra não declarada entre traficantes e polícias com muitas vítimas inocentes pelo meio. As favelas não precisam só de medidas firmes de segurança.
Necessitam de políticas de educação, emprego e inclusão. Ações de morte em vez de políticas de vida são sintomáticas de um Estado falhado.
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A velha lógica clientelar que comprou o SIRESP continua a matar hoje.
A frase do primeiro-ministro sobre os que perderam a vida é infeliz.
Então não é que num cenário de guerra o Exército ficou nos quartéis?!
Responsabilidade política não pode ser só uma folha seca ao sabor do vento.
A forma como as populações ficaram entregues à sua sorte, mostra o estado frágil do Estado que temos.
Seguro mostrou no debate como se pode ganhar a Ventura.