A ministra da Administração Interna é a metáfora mais exposta, fácil e óbvia de um Governo barata tonta, que anda aos círculos neste comboio de tempestades, sem saber o que fazer e para onde vai. É quase compreensível que uma jurista qualificada, de gabinete, opte pela “reflexão” em vez da ação junto da Proteção Civil. E que diga que não saiba o que falhou, ou, ainda, opte pela misericordiosa tese da “aprendizagem coletiva”. Já todos percebemos que Lúcia Amaral é uma carta fora deste baralho. Muito mais perturbador é ver a propaganda ignóbil de Leitão Amaro, na pele de maestro da comunicação governamental, projetando uma realidade alternativa, como dizem noutros lados, quando toda a gente está a ver uma tragédia. Ou a palhaçada ofensiva de Nuno Melo, que leva os soldados para fingir que estão todos no terreno. Muito mau mesmo, também, é constatar que ainda pagamos, com mortes, a trágica decisão, tomada nos Gover- nos de Barroso e Santana Lopes, corrigida, em parte, por António Costa, no Governo de Sócrates, de entregar o SIRESP, com um cheque de 500 milhões de euros, a um consórcio servido por alguns facilitadores desse velho mundo laranja, que vinha do cavaquismo. Essas velhas lógicas clientelares matam. E essa é a “aprendizagem coletiva” sobre como não fazer que ainda está por ser lecionada.
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A velha lógica clientelar que comprou o SIRESP continua a matar hoje.
A frase do primeiro-ministro sobre os que perderam a vida é infeliz.
Então não é que num cenário de guerra o Exército ficou nos quartéis?!
Responsabilidade política não pode ser só uma folha seca ao sabor do vento.
A forma como as populações ficaram entregues à sua sorte, mostra o estado frágil do Estado que temos.
Seguro mostrou no debate como se pode ganhar a Ventura.