A 12 de agosto de 2000, um submarino nuclear russo afundou, arrastando para a morte os seus 118 tripulantes. Chamava-se ‘Kursk’, em homenagem à cidade com o mesmo nome, onde em 1943 ocorreu a maior batalha de blindados da história. Mais de 80 anos depois, Kursk volta a estar no centro das atenções. Foi aqui que as forças ucranianas encontraram uma brecha para se infiltrarem em território russo, ocupando uma parte significativa da região, que serviria de moeda de troca em futuras negociações de paz. As notícias dos últimos dias deixam, contudo, antever o pior dos cenários para Kiev, com o cerco do Exército russo às tropas ucranianas. A resistência está por um fio. Há 10 mil homens em perigo e já se equaciona a sua retirada. Sem o apoio militar dos EUA, que também cortaram o acesso a imagens de satélite e a informações secretas, a Ucrânia vive um dos momentos mais difíceis desde o início da guerra. A situação em Kursk é paradigmática. Foi a fórmula encontrada por Trump para forçar Zelensky a negociar a paz - virar-lhe as costas -, mesmo que tal represente a perda de território. Apesar das múltiplas promessas de ajuda, a Europa vai assistindo impotente, parecendo cada vez mais claro que a guerra termina quando e como os americanos quiserem.
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