Não vale a pena iludir a realidade, as eleições autárquicas terão mesmo uma leitura nacional, por mais que os partidos tentem justificar o contrário. Se o PSD conquistar menos câmaras que o PS, se perder Lisboa e o Porto, é uma derrota, que terá consequências na governação; se o PS for ultrapassado pelo PSD, significa que dificilmente José Luís Carneiro conduzirá os socialistas no regresso ao poder; se o Chega baixar da fasquia 22,76%, o resultado últimas das legislativas, e continuar a ser um partido irrelevante do ponto de vista autárquico, pensar que mandar no País num futuro próximo, só mesmo no domínio dos sonhos. Para as restantes forças políticas, é um ato eleitoral que não aquece nem arrefece, não contam para o totobola, independentemente de um bom resultado aqui ou um fiasco além. São pequenos e pequenos continuarão.
Do resultado da noite de 12 de outubro ficar-se-á também a saber que cedências serão feitas pelo Governo no Orçamento do Estado para 2026. No limite, até a sua aprovação pode estar em causa, depende da forma como PSD, PS e Chega cortarem a meta da corrida autárquica. Se Montenegro ganhar, será um passeio no parque. Se perder, será um pesadelo, que José Luís Carneiro e André Ventura não deixarão de aproveitar para exigir um Orçamento à sua medida.
Por tudo isto, as autárquicas deste ano revestem-se de particular importância, dado o atual desenho parlamentar, em que a coligação no poder ficou abaixo dos dois milhões de votos nas legislativas de maio, menos de um terço do total.
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