Portugal aprovou a despesa de 5,8 mil milhões de euros em Defesa, num dos programas da segurança europeia. Comprometeu-se a atingir, finalmente, a meta dos 2 por cento do PIB na Defesa, quando os objetivos reais da Europa já estão bem acima e os EUA meteram em cima da mesa os 5 por cento, como condição de coabitação na NATO. O crescimento das despesas militares é, portanto, um dos grandes desafios que enfrentamos, a par da exigência inultrapassável de que esse aumento não se faça à custa de cortes no Estado Social. Mais: que não se faça por imposição de um pragmatismo gestionário que afaste a fiscalização da forma como vai ser gasto esse dinheiro, seja no plano das competências do Tribunal de Contas como do Ministério Público. É por isso que é tão importante questionar o candidato Gouveia Melo sobre a forma como funcionavam os gastos, autorizações, assinaturas, nos tempos em que exerceu funções diversas de comando na Marinha. As explicações que deu não foram claras. Afastou responsabilidades individuais, mesmo quando assinou, e remeteu tudo para uma espécie de sistema administrativo instalado que tratava da papelada. A opacidade das empresas autorizam as dúvidas. É que, se é para ser assim, quando vier a fatura pesada dos muitos milhares de milhões que vamos gastar, é melhor entregar já as armas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
O anúncio de 275 novas ambulâncias soa a demagogia para apagar a negligência do Estado.
Escrutínio da despesa militar é reduzido, diz-nos o caso da Marinha.
Nos disparates de Manuel João Vieira há crítica inteligente.
A ida à segunda volta vai decidir-se em ambiente de ‘fotofinish’.
Debates evidenciaram debilidade de Melo, mas Mendes não capitalizou.
A ação dos EUA arrisca causar uma fragmentação inimaginável da sociedade venezuelana.