Luís Montenegro fez ontem uma boa comunicação ao País. Apresentou medidas importantes no sentido de facilitar a rápida chegada de apoios financeiros às vítimas. Também acrescentou a presença física de pessoas na ajuda a formular os pedidos de apoio. Retirou a garantia de controlo administrativo prévio das candidaturas à reconstrução de casas e empresas, entre outras coisas. Deixou claro, também, o recurso ao trabalho imigrante. Foi prático, claro, preciso. Tenta retomar a liderança do embate com a crise e controlar mais danos ao seu Governo. Por fim, sobre o eventual adiamento das eleições, colocou a questão onde deve estar. Compreendendo a situação de muitos que estarão impedidos de votar, sublinhou que não há nenhuma base legal para o adiamento. Também que o Estado e o Governo estão a fazer tudo para que o máximo número de eleitores vá votar. Secundou bem a posição da CNE, sobretudo, limitou com bom senso cenários que implicariam uma aventura política. Sem base legal, o que se poderia fazer? Um acordo político entre dois candidatos? Ignorava-se uma lei fundamental de organização do poder político e da democracia, essencial à matriz constitucional do regime, sem uma base política e institucional alargada aos partidos, ao parlamento? Montenegro mostrou bem que não está disponível para conversas da treta.
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Montenegro desmontou bem o adiamento das eleições presidenciais.
Se há coisa que o Governo mostra, é uma total insensibilidade.
A velha lógica clientelar que comprou o SIRESP continua a matar hoje.
A frase do primeiro-ministro sobre os que perderam a vida é infeliz.
Então não é que num cenário de guerra o Exército ficou nos quartéis?!
Responsabilidade política não pode ser só uma folha seca ao sabor do vento.