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Alfredo Leite

Alfredo Leite

Jornalista

A estratégia de Putin

16 de março de 2025 às 00:31

O primeiro-ministro do Reino Unido ousou reunir, remotamente, chefes de Governo da UE, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Ucrânia e também os líderes da Comissão Europeia e da NATO para definir estratégias de pressão que obriguem a Rússia a uma proposta de trégua para a guerra ucraniana. Porque, acredita Keir Starmer, Vladimir Putin “mais cedo ou mais tarde terá que sentar-se a negociar”. Na ânsia de disputar protagonismo com Trump e Macron, é provável que Starmer esteja a ser demasiado otimista. É certo que a observação do líder britânico veio com um ‘mas’, que tem a ver com a circunstância de a Europa e parceiros, segundo Starmer, não poderem esperar “sentados” à espera de Putin. Só que o Ocidente, talvez com a exceção errática dos EUA, sabe o quanto será difícil trazer Putin ao diálogo para um cessar-fogo de 30 dias acordado entre Washington e Kiev após a humilhação de Zelensky na Casa Branca. Até porque Moscovo só tem a ganhar com o prolongar da guerra, enquanto a Ucrânia perde a cada dia que adia a trégua. Esta circunstância levará Putin a exigir o impossível, como o reconhecimento de todos dos territórios ucranianos invadidos como parte da Rússia, a proibição da entrada da Ucrânia na NATO ou o impedimento de tropas estrangeiras em missão de paz. Só nos resta esperar e ver para que lado cairá a deriva ‘trumpista’ porque sem os EUA a trégua não avançará.

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