A generalização dos assessores-fantasma é um dos pequenos vícios de uma parte dos partidos. As buscas realizadas nas sedes do PSD e em casa de Rui Rio levantam a ponta desse véu vergonhoso, investigado pela ‘Sábado’ há cinco anos. A diferença do PSD para os outros partidos, como o PS, que fazem o mesmo, está no facto de Rio ter cortado custos com salários, isso ter gerado descontentamento e queixas na Justiça. Nenhum drama, em democracia costuma ser assim. Sobretudo num país onde vigora o princípio da legalidade, que obriga a investigar todos os factos que podem configurar crimes. Não deixa, por isso, de ter algum interesse, a reação rocambolesca de Rui Rio e a desvalorização que se instalou nos meios políticos e do comentariado televisivo. O essencial está em dois factos: o processo que visa o PSD é mais uma prova ululante da incapacidade do sistema partidário em enfrentar e resolver o problema do financiamento da política; mostra, também, que na política continua a vigorar o velho princípio de que tudo o que a lei não proíbe ou não explica sem sombra de dúvida, é inequivocamente permitido. Exatamente o que se passa com a lei sobre os encargos com as assessorias dos deputados. Uma porta aberta para o abuso, pondo os portugueses a pagar os ‘vícios’ privados dos partidos.
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