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Paulo João Santos

Paulo João Santos

Jornalista

Desejos para 2026

02 de janeiro de 2026 às 00:31

Obrigado 2025, bem-vindo 2026. Assim se cumpriu mais um ritual. Quase sem darmos por isso, já dobrámos o primeiro quarto do século XXI. E não tardará muito para chegar o Carnaval, a Páscoa, as férias grandes, o Natal, o 2027. O tempo é implacável. Mesmo parados, sem nos mexermos, continua a andar. Tudo parece que foi ontem. Hoje estamos novos, amanhã na reforma. Não há forma de parar os ponteiros do relógio e muito menos inverter-lhes o movimento. Anda tudo tão rápido, que mal desfrutamos a paisagem da vida e quando nos apercebemos, já é tarde, que o tempo não tem paragens nem apeadeiros. É uma maratona eterna, ninguém lhe acompanha o ritmo, não se cansa, não espera por ninguém.

Saúde, paz, felicidade, dinheiro (ou outra formulação, como prosperidade, mas que vai dar ao mesmo). Os desejos para 2026 não terão andado longe disto. Aqui não há muito que inventar. O primeiro é óbvio, o segundo fundamental, o terceiro depende dos outros, o quarto é consequência do mundo que criámos - ganancioso, injusto, desigual - de negação da ordem natural de vida: “do pó viemos e ao pó voltaremos”. Quanto leva este vaivém, o tempo guarda para ele. Para uns é benevolente, para outros impiedoso, numa lógica que só ele conhece e compreende. Por isso, o maior desejo que se pode pedir é aproveitar bem o tempo que nos resta, tendo sempre presente que “amanhã é longe demais”.

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