Fica cada vez mais difícil entender a razão para que os centros comerciais continuem fechados na Grande Lisboa, sobretudo depois de vermos os ajuntamentos dos últimos dias.
Não estou a falar das imagens de vários divertimentos noturnos, que têm juntado jovens e menos jovens. É a imagem do nosso primeiro-ministro a pouco mais de dois palmos de distância dos parceiros do lado num espetáculo no Campo Peque nos deve fazer pensar.
O exemplo dado pelas altas figuras do Estado ao irem a cafés, restaurantes, lojas e zonas comerciais serviu para apelar ao regresso à normalidade económica. A ida a um evento cultural terá visado, seguramente, o mesmo objetivo. Mas a disposição da plateia deixa em aberto a sensação de que o risco está reduzido ao mínimo.
É nossa obrigação questionar o tema. Vejamos: é hoje certo que teremos de viver com o vírus. Há indícios de que o verão trava a doença. Há epidemiologistas que insistem na imunidade coletiva.
O número de contágios aumentou, mas os serviços hospitalares, felizmente, estão longe da rutura.
Esta é, portanto, a melhor ocasião para dar novo passo em frente.
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