Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoOs camiões com ajuda humanitária regressaram a Gaza , mas o inferno vivido pelas pessoas naquele território da Palestina está longe de desaparecer. As brutais imagens de crianças com fome que já não víamos desde a fome na Etiópia há 40 anos não podem deixar ninguém indiferente. Porém, na Europa enquanto os cidadãos ficam chocados com a barbaridade desta guerra, os líderes da União Europeia e dos governos europeus , salvo algumas exceções, ficam calados lembrado a complacência de finais da década de 1930 perante as atrocidades da Alemanha nazi.
Quer António Costa , presidente do Conselho Europeu , quer a presidente da Comissão ,Ursula von der Leyen, tratam o governo de Israel com pezinhos de lã . A senhora von der Leyen que se deslocou rapidamente aquele país mal soube dos bárbaros ataques do Hamas contra a população civil no dia 7 de outubro de 2023, não tem igual ato solidário para um número 50 vezes superior de vítimas.
Apesar da declaração universal dos direitos humanos, na política real e nos interesses geopolíticos, os seres humanos não são todos iguais ou se forem e como disse Orwell , uns são mais iguais do que outros . E por azar das contingências da História, o povo da Palestina é aos olhos de quem tem poder no mundo, menos igual .
Mas também é justo lembrar que ao contrário destes líderes de turno, na Europa já houve outros políticos com coragem moral, cívica e física. Como Mário Soares, em 1982, líder do PS e dirigente da Internacional Socialista , que foi a Beirute , então sede do quartel-general da OLP, apoiar a liderança palestiniana.
Vivemos tempos estranhos e no futuro merecemos ser julgados pela História de forma tão severa como os nossos antepassados de há 90 anos que permitiram as barbaridades de Hitler o dos seus cúmplices .
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