O primeiro-ministro apresentou uma proposta verdadeiramente irrecusável ao líder do PS. Luís Montenegro não só se aproximou das três propostas de Pedro Nuno Santos em matéria de saúde, pensões e habitação como, num invulgar exercício de humildade democrática, aceitou o que os socialistas defendem em matéria de IRS Jovem e IRC. Montenegro não modelou, adotou mesmo na íntegra algumas coisas, ou quase na íntegra outras. Aproxima-se, como prometeu, das posições, valores e princípios do PS nas duas linhas vermelhas apresentadas, sem perder a face em relação aos alicerces do seu próprio programa de governo. Pedro Nuno Santos fica agora com um verdadeiro dilema. Se não aceitar os princípios desta contraproposta será muito difícil acreditar que o líder do PS esteve de boa-fé nesta negociação e que não teve, a todo o instante, a opção de votar contra. Pedro Nuno Santos abrirá aí a porta a uma real vitimização por parte do PSD, que irá mais facilmente ao encontro da alergia do eleitorado à realização de eleições. Depois desta contraproposta ficou mais claro o caminho que os políticos devem tomar neste tempo de incertezas: dialogar, negociar, procurar centrar a política no serviço aos portugueses, na dignificação do sistema político e na valorização da arte da negociação como o melhor meio de fazer política. Montenegro tirou boa nota disso. A bola fica agora do lado do líder do PS.
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