Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA imigração encheu os cofres da segurança social. Graças ao trabalho dos imigrantes aumentou a dimensão da almofada para pagar as reformas. Os estrangeiros já são fundamentais em muitos setores, sem eles a agricultura não teria a mesma capacidade de produção, nem as empresas ligadas ao turismo e à restauração conseguiam manter o mesmo nível de atividade. E na construção vão ser precisos ainda muitos milhares de trabalhadores estrangeiros para as grandes obras públicas e para o esforço necessário de construção e reabilitação de casas. A verdade é esta: sem os imigrantes a economia portuguesa, baseada em baixos salários, teria muitos problemas de funcionamento, quer por causa da anemia demográfica que o País já sofre há décadas , quer por causa da emigração dos nossos jovens. Mas este País não se preparou para o afluxo tão repentino de imigrantes. Em finais de 2024 já eram 1,543 milhões, quatro vezes mais do que em 2017. E os números não contam toda a realidade, porque entre a comunidade brasileira, a mais numerosa, muitas dezenas de milhares já têm a cidadania portuguesa. Isto significa que se não houver regulação e se nos próximos oito anos se repetisse o ritmo, rapidamente se passaria para mais de 6 milhões de estrangeiros e em poucos anos a população portuguesa seria mesmo minoria no País. Nestes quase 900 anos de história Portugal teve a capacidade de tornar portugueses os estrangeiros e as minorias que para cá vieram, mas nunca tivemos a pressão migratória da última década. Regular a imigração e acabar com a politica de portas escancaradas é um imperativo de sobrevivência do País.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
A humanidade evoluiu, mas há quem nunca tenha saído da idade do gelo.
O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), porém, raramente foi um documento fiável.
O seu melhor trunfo é trabalhar muito bem com os operacionais.
Donald Trump dá sinais de desorientação e não há nada pior que um homem perdido de arma na mão.
O PS vive um desafio de liderança e, sobretudo, de existência.
Mau exemplo do líder do PSD criou precedente inédito na política.