A discussão sobre o Orçamento do Estado não tem sido séria. Transformou-se numa arena de mera luta de egos entre três protagonistas. Servida por uma miríade de megafones instalados no comentário político, pasto tenro também para uma certa infantilização do dito, invadido por jotas e ex-jotas com a indisfarçável ansiedade carreirista de serem convidados para isto ou para aquilo. No meio da cacofonia, Marcelo tem deixado o mapa do bom senso. Tem pedido que olhem para o País, fazendo a pedagogia da viabilização do OE contra as teses catastrofistas e narcísicas de PSD, PS e Chega. Num momento em que o mundo oscila na Ucrânia, na América, no Médio Oriente, não há outra coisa a dizer. Em que economias essenciais arrefecem, em que a polarização se instala em velhas democracias, em que o atraso na execução do PRR não é opção. Num momento, também, em que os incêndios mostram, mais uma vez, o fracasso do sistema político, de sucessivos Governos que não têm sido capazes de robustecer o País, afastando os cidadãos dos partidos. O recado de Marcelo para Montenegro, Nuno Santos e Ventura não podia ser mais claro: acabem com a brincadeira, arranjem maneira de se entenderem. Façam o que quiserem nos cálculos da mercearia eleitoral, mas pensem no País.
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