O almirante Gouveia e Melo é o novo salvador da Pátria. O novo mito sebastiânico. Encarna, como poucos, a velha aspiração portuguesa a disciplina e autoridade, ainda perfilhada hoje em largos setores da sociedade. Em ter alguém, nos palácios de Belém e São Bento, saído de uma bruma mágica, que trate de endireitar o País. Na versão democrática, foi Ramalho Eanes quem trouxe isso para a política no fim do PREC. Mas Gouveia e Melo não é Eanes, nem o tempo é o mesmo. Encaixando, porém, no perfil que, em teoria, pode dar alguma vantagem na corrida presidencial, Gouveia e Melo não está dispensado de ter de dizer qualquer coisa mais do que um vago apelo patrioteiro, recorrendo aos lugares-comuns que também costumam sair da boca de Ventura. Pode começar por esclarecer se acordou algum apoio com o Chega e aprecia a respetiva agenda. Depois, terá de não se sentir ofendido com quem comece a escrutinar a sua ação na Marinha. Fair play democrático é essencial. Não basta ser sisudo e ter gerido com firmeza o processo de vacinação. Não foi só ele, como se sabe. Atrás de si tinha as Forças Armadas no seu todo e, sobretudo, o apoio de António Silva Ribeiro, então o chefe militar máximo, que foi quem o colocou no plano de vacinação e, na verdade, criou a sua ‘persona’ pública. Enfim, é preciso ter umas quantas ideias e um projeto claro. Não basta a farda e a conversa nacionalista.
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