Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA operação Marquês é também um raio-x do real país político, onde um primeiro-ministro com maioria no Parlamento e grande influência na economia chegou a ter um poder quase absoluto, com parte da comunicação social e da máquina da Justiça dominadas.
Esse governante que se gabava de não ter contas bancárias, que justificou o nível de vida luxuoso com uma suposta herança materna, revelou, quando confrontado com a Justiça, que afinal tudo não passava da generosidade infinita de um amigo que lhe disponibilizou milhões.
Sócrates podia ter sido a personagem de uma versão atualizada de ‘A queda de um anjo’, de Camilo. Mas é a história real de um engenheiro técnico da Câmara da Covilhã, com salário médio, que chega a deputado e após poucos anos em Lisboa conquista o poder e dispõe de milhões de euros, que de forma normal jamais sonharia. Além das suspeitas de enriquecimento ilícito, há outras histórias que mostram como funciona a teia do poder.
Exemplar é o caso do gestor público que agradece o cargo com favores à mãe do protetor, pagos obviamente pelo erário público. Chega a disponibilizar um carro para a mãe de Sócrates ir de Vilar de Maçada à cidade.
E, tal como no Brasil, qualquer rico e poderoso é tratado por ‘doutor’, o gestor chamava "dra. Adelaide" à mãe do seu benfeitor. Como se vê, isto não é muito diferente do Brasil e até as suspeitas de luvas do negócio PT-Oi unem as cúpulas políticas e económicas dos dois países.
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