Distante vai o tempo em que um primeiro-ministro se regozijava por haver cerca de um milhão de turistas portugueses no Algarve. E não era só a região mais a sul a ter na semana pascal um dos picos de negócio do ano. As procissões do Minho atraiam multidões e de Trás-os-Montes, às Beiras, ao Alentejo não faltavam viajantes que se deliciavam com o desabrochar da primavera.
Por causa do vírus, nem a tradicionalmente desejada invasão espanhola de turistas acontecerá. Mas não é só a economia e o lazer que a pandemia altera. Esta será a primeira Páscoa do cristianismo em que as comunidades e as famílias não vão poder celebrar em conjunto.
O Estado de emergência renovado limita mais a mobilidade dos cidadãos e obriga a quebrar tradições ancestrais. Por estas razões culturais, a próxima semana será particularmente exigente e dolorosa para quem tem de ficar confinado sozinho em sua casa. Está provado que o isolamento social é a prevenção mais eficaz, mas custa ficar durante toda a primavera limitado de movimentos.
Este confinamento é muito pior do que o óleo de fígado de bacalhau, que fazia bem, mas sabia muito mal.
Armando Esteves Pereira
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