Não são boas notícias as que nos chegam do Médio Oriente. A preocupação dos lideres mundiais, mesmo entre os aliados de Israel, é evidente. Não que Telavive, apoiado pelos EUA, mas também pelas principais potências Europeias, não disponha de armamento para pressionar o Irão a abandonar o seu programa nuclear, fundamental para a segurança de Israel. O ataque de ontem é prova disso. Mas o perigo de instabilidade em todo o Médio Oriente é real. Outros países podem acabar por ser arrastados para uma guerra de consequências imprevisíveis.
Após o ataque dos Hamas, Israel reduziu a escombros a Faixa de Gaza, tem desenvolvido ataques cirúrgicos no Líbano, na Síria, e no próprio Irão, ainda que não da forma musculada como o da passada madrugada. Se a isto juntarmos o inferno que se vive na Ucrânia, com Kiev a responder como pode à invasão russa, com a tensão crescente entre a China e Taiwan, com pequenos de outros focos de animosidade, aqui e ali, não é demais concluir que o Mundo está mesmo muito perigoso.
Estaremos a caminho de uma terceira guerra mundial? Seria uma tragédia de proporções bíblicas, mas talvez nunca tenhamos estado tão próximos.
É nestas alturas que é legítimo perguntar para que servem as Nações Unidas? A casa comum dos povos parece contagiada pelo vírus da violência doméstica, onde impera a lei do mais forte. Uma casa com as cores de mundo estão cada vez mais esmorecidas.
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Com aliados destes, EUA e Israel, quem precisa de inimigos?
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