Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoA estatística de arrecadação fiscal dá uma imagem da real distribuição de riqueza no País. Um território muito assimétrico, onde a fatia predominante do PIB mora nas grandes áreas metropolitanas, com predominância para os concelhos que envolvem a capital.
De facto há uma enorme desigualdade entre as duas maiores áreas metropolitanas e algumas cidades relevantes face ao resto do País, um grande território com pouca população e ainda menos economia. A exceção a este cenário são localidades que, graças a algum fator específico, conseguem apresentar um quadro mais animador, como acontece em Castro Verde, onde a mina de Neves-Corvo faz brotar riqueza.
Além da desigual distribuição da riqueza, os dados fiscais também provam que os contribuintes portugueses têm uma carga de impostos brutal para o nível de rendimentos que apresentam.
Rendimentos que a nível europeu são bastante modestos são tributados em Portugal como se um trabalhador com um emprego qualificado fosse um milionário. Baixar a pressão do IRS é mesmo urgente para dar alguma folga às famílias asfixiadas pela inflação e subida de juros.
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