page view
Paulo João Santos

Paulo João Santos

Jornalista

Uma igreja só para homens

21 de setembro de 2025 às 00:31

Eleito Papa a 8 de maio, Robert Prevost tem primado pela discrição. Ao estilo monárquico, lá vai acenando à multidão da janela da basílica de São Pedro ou do interior do papamóvel, quando desce ao encontro dos fiéis. E pronto. Está feito. Missão cumprida. Se perguntarmos a um católico o que reteve até agora das suas palavras, o que é que disse de verdadeiramente importante ou que decisões tomou, numa Igreja que precisa de agitação e mudança, a resposta resume-se a três palavras: ’Humm, pois é’. O que levou os cardeais a elegerem-no é um dos grandes mistérios deste primeiro quarto do século XXI.

A única declaração a reter de Leão XIV, ao fim de quatro meses de pontificado, foi proferida esta semana: ainda não será no seu papado que a Igreja permitirá que as mulheres sejam padres. Atendendo à sua idade, tem 70 anos, e ao aumento da esperança média de vida, não será nos tempos mais próximos que o sacerdócio feminino será uma realidade. Não é completamente surpreendente. Ainda cardeal, o atual bispo de Roma tinha levantado dúvidas sobre a matéria. A novidade é que agora fechou a porta. Uma posição que não se entende nem se não se coaduna com os tempos que vivemos. A promessa de seguir os passos do seu antecessor, de continuar a atribuir às mulheres papéis de relevo na hierarquia da Igreja, não responde à questão de fundo: por que é que as mulheres não podem ser padres?

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

A vitória do empate

A ‘vitória’ por 3-2 do Benfica em Braga até pode dar para contar aos netos, mas não muda nada.

Decisão natalícia

Os encontros familiares no natal podem ter um papel decisivo na definição do sentido de voto

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8