"Para nós, o Estado Novo não representa absolutamente nada", admite André Ventura em entrevista à CMTV

Candidato do Chega admitiu que o partido "vai ser exigente" nas eleições Legislativas.

08 de janeiro de 2022 às 20:31
Partilhar

André Ventura, candidato às eleições Legislativas pelo Chega, foi este sábado entrevistado na CMTV por José Carlos Carlos, numa altura em que faltam três semanas para as eleições Legislativas.

"Se o Chega é instável é porque o PSD não cumpriu a sua palavra", começa por dizer o líder do partido e candidato nas eleições de 30 de janeiro, admitindo que perder nos Açores "não foi positivo".

Pub

André Ventura confessa que o partido "vai ser exigente", sendo que o cenário otimista seria um valor entre os 8 e os 12% dos votos nas Legislativas.

Para o candidato, a reforma da Segurança Social é uma das linhas vermelhas para o partido, com uma crítica aos milhões que saem para quem vive dos rendimentos. Admite, no entanto, que "os que precisam têm de continuar a ter".

Pub

O líder do Chega considera ainda que "é urgente baixar o IRS". "Há pessoas que metade do rendimento sai logo para os impostos", recorda Ventura.

Sobre o IMI, o partido considera que "é o imposto mais estúpido que pode existir".

Quando confrontado com o lema apresentado no programa eleitoral do partido "Deus, Pátria, Família e Trabalho", André Ventura defende que o partido quer apenas "uma rutura histórica e civilizacional". "Para nós o Estado Novo não representa absolutamente nada", admitiu, acrescentando: "Acho que Salazar teve coisas boas".

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar