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Correio da Manhã

Política
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Coligação deixa Rangel isolado

Eurodeputado usou detenção de Sócrates para elogiar a Justiça.
Cristina Rita 1 de Setembro de 2015 às 08:52
Passos não travou discurso de Rangel. Do lado do CDS, ninguém quer política de casos
Passos não travou discurso de Rangel. Do lado do CDS, ninguém quer política de casos FOTO: Luís Forra/Lusa
As declarações do eurodeputado do PSD Paulo Rangel, a elogiar o ataque "sério" à corrupção e promiscuidade, aludindo ao caso da detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates e à investigação do caso BES, levantaram o debate sobre a política de casos em campanha eleitoral. O PSD procurou ontem isolar as posições do eurodeputado, através de Marco António Costa: "Não há nenhuma matéria de Justiça que mereça comentários."

Dentro do PSD e do CDS, as opiniões convergem num ponto: Paulo Rangel tem espaço próprio para emitir opinião, não vincula a coligação e está a ser coerente com o que já disse no passado.

No discurso de sábado, o primeiro-ministro preferiu justificar as declarações de Rangel a distanciar-se. "Creio que o doutor Paulo Rangel se estava a referir, no essencial, ao clima que se vive e que não decorreu apenas de medidas que tivessem sido tomadas por este Governo, mas que tem permitido que os cidadãos avaliem o funcionamento da Justiça de uma forma mais positiva", declarou Pedro Passos Coelho em Penafiel.

Já em 2009, na altura das eleições legislativas, o PSD levantou o tema da "claustrofobia democrática". Uma estratégia sem resultados e que também teve o dedo de Rangel. O assunto poderá voltar à discussão, até porque o CDS organiza a sua escola de quadros de quinta-feira a domingo, em Ofir. Os 120 alunos vão avaliar o programa do PS.
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